segunda-feira, 22 de junho de 2009

Influências do Punk na moda

Tachas, preto, calças rasgadas, alfinetes , tudo isso são influências claras da tribo na moda! Vale conferir o trabalho da ingles Vivienne Westwood que sempre foi assumida amante da tribo!

Ela é excêntrica, provocadora e irreverente. Cria roupas com motivos políticos, críticas sociais, temas eróticos, com muito preto, vermelho, cores fortes, couro, correntes e rasgos. Mescla a cultura jovem com o tradicionalismo, tudo sempre inusitado. Seus ícones são espartilhos, saltos plataformas, tecidos originalmente britânicos, exageros no corte e na forma, saias com movimento e terninhos.

Vivienne procura sempre deixar bem clara sua opinião e seu gosto, desde suas primeiras criações. É atenta aos acontecimentos do mundo, procurando transparecer em suas roupas os seus ideais, de preferência de forma inusitada e diferente.

Abaixo algumas opções para quem quer arricar um estilo mais punk .

Tribos: Punks

A história do movimento punk é tão contraditória quanto seus ideais e pontos de vista dentro do próprio movimento.
A versão mais aceita e conhecida é de que o movimento nasceu na Inglaterra em meados dos anos 60, no auge de uma das maiores crises econômicas que a Europa e principalmente a Inglaterra (acostumada a ser o pólo comercial da Europa) já havia enfrentado. Com as demissões em massa, a revolução industrial começava a mostrar seu lado frio e impiedoso. A selvageria do capitalismo era finalmente conhecida.
Os funcionários demitidos, sem nenhuma perspectiva de arrumar outro emprego, acharam uma forma de protesto “silenciosa” contra a industrialização (silenciosa, claro, até começar o movimento musical punk). Eles não concordavam com o ideal hippie; sua “luta” era contra a selvageria do sistema em que estavam. Suas roupas eram rasgadas pelo constante uso e seu visual tinha a intenção de chocar a conservadora sociedade inglesa da época. O protesto silencioso e seus adeptos foram apelidados, pelos jornalistas britânicos, de punk. Eram “os miseráveis contra a industrialização burguesa”.

Quase simultaneamente, do outro lado do Atlântico, o movimento punk chegava ao continente americano, no início dos anos 70. Nos Estados Unidos, nas cidades mais caóticas (Nova York, Chicago, Detroit...), o movimento punk nascia, mas não sob o mesmo contexto de sua contraparte inglesa. A sociedade americana era, e ainda é, tão conservadora quanto à inglesa, da qual descende, mas seus motivos eram outros. Os punks americanos lutavam pela liberdade de expressão (que nunca existiu realmente no país), pela paz e pelo fim do racismo, dentre outras bandeiras próprias

Graças ao regime militar, o movimento punk no Brasil é tardio. Só aparece por volta dos anos 80, já no fim da ditadura. Aqui, o fenômeno teve um outro rumo; se tornou mais uma das vozes contra o governo, há 24 anos no poder. Algumas coisas se mantinham do punk estadunidense, como a luta pela paz e pela liberdade de expressão.

Música...
O estilo punk-rock tradicional caracteriza-se pelo uso de poucos acordes, em geral power chords, solos breves e simples (ou ausência de solos), música de curta duração e letras sarcásticas que podem ser politizadas ou não, em muitos casos uma manifestação de antipatia à cultura vigente. Estas características não devem ser tomadas como uma definição geral de punk-rock pois bandas e variações bem difundidas do gênero apresentam características muitas vezes antagônicas a estas, como por exemplo as músicas longas e complexas do Television, o experimentalismo cacofônico do Crass, a tendência de sociabilização das bandas de hardcore moderno e o discurso sério de algumas bandas politizadas.

Moda...
O estilo punk pode ser reconhecido pela combinação de alguns elementos considerados típicos (alfinetes, patches, lenços à mostra no bolso traseiro da calça, calças jeans rasgadas, calças pretas justas, jaquetas de couro com rebites e mensagens inscritas nas costas, coturnos, brincos, tênis converse, correntes, corte de cabelo moicano,(colorido ou espetado, etc) ou espetado por inteiro (dos lados, atrás e em cima) e em alguns casos lapis ou sombra no olho, sendo esta combinação aleatória ou de acordo com combinações comuns à certos sub-gêneros punk, ou ainda o reconhecimento pode ser pelo uso de uma aparência que seja desleixada, "artesanalmente" adaptada e que carregue alguma sugestão ou similaridade com o punk sem necessariamente utilizar os itens tradicionais do estilo.

A moda punk, em sua maioria, é deliberadamente contrastante com a moda vigente e por vezes apresenta elementos contestadores ou ofensivos aos valores aceitos socialmente —no entanto um número considerável de punks e alguns sub-gêneros apresentam uma aparência menos chamativa
(por exemplo o estilo tradicional hardcore). Há também indivíduos intimamente ligados a esta cultura que não têm nenhum interesse ou deliberadamente se recusam a desenvolver uma aparência punk, em geral motivados pelas diversas críticas que a moda punk recebeu durante sua história.

Arte Tecnológica

A Arte Tecnológica e multimídia desenvolve-se no Brasil a partir dos anos 1970, na seqüência de desdobramentos da arte construtiva e da arte conceitual, e tem seu território privilegiado em São Paulo.
A Arte Tecnológica apareceu com novas possibilidades. Se na arte tradicional as opções vão da representação fiel ao abstracionismo pleno, na Arte Tecnológica você pode não apenas representar, mas simular a realidade, simular comportamentos, criar mundos virtuais realistas ou abstratos, criar formas de interação bem superiores em instalações diversas, estar com sua obra presente dia e noite e no mundo todo como a WebArt ou trabalhar com mídias interativas. As possibilidades vão muito além disso.
Waldemar Cordeiro (1925-1973) começa a trabalhar com computadores em 1968 no Centro de Processamento de Imagens da Unicamp, e realiza em 1972, em São Paulo, a mostra Arteônica - O Uso Criativo dos Meios Eletrônicos em Arte. No catálogo da mostra, ele afirma: "Se os problemas artísticos puderem ser tratados por máquinas ou por equipes que incluam o partner computador, poderemos saber mais a respeito de como o homem trata os problemas artísticos". Em 1973, Aracy Amaral organiza para a firma Grife, de São Paulo, a mostra Expoprojeção, com audiovisuais, filmes super-8 e discos de 42 artistas brasileiros. Foi o primeiro levantamento que se fez no Brasil da produção artística com essas novas mídias. Entre os participantes estão Antonio Dias (1944), Antonio Manuel (1947), Artur Barrio (1945), Carlos Vergara (1941), Cildo Meireles (1948), Décio Pignatari, Frederico Morais, Hélio Oiticica (1937-1980), Iole de Freitas (1945), Luiz Alphonsus (1948), Marcello Nitsche (1942), Mario Cravo Neto (1947), Olívio Tavares de Araújo, Raymundo Colares (1944-1986) e Rubens Gerchman (1942 - 2008).
As duas últimas exposições abrangentes de arte tecnológica são a que Júlio Plaza (1938-2003) organizou para o MAC/USP, em setembro de 1985, e Brasil High Tech, que Eduardo Kac preparou para o Centro Empresarial Rio, em abril de 1966. A primeira tem várias seções: arte computador, holografia, microficha, videoarte, videotexto, heliografia e xerox. Explicando os mecanismos de criação dessa arte tecnológica, escreve Plaza no catálogo: "Se nas artes artesanais a produção é individual, nas artes industriais e eletrônicas a produção é coletiva, colocando em crise a mística da criação e a noção do autor. Pelo menos, o artista já não pode mais criar sem a ajuda do engenheiro, do matemático e do programador de dados".

A moda e a tecnologia também caminham juntas, o estilista Hussein Chalayan, que abusa do uso da tecnologia, são roupas q se transformam, roupas que não só somente para vestir.

"Liderando na vanguarda da moda contemporânea e sendo conhecido pela utilização de materiais tecnológicos inovadores, como roupas com chips, néons e lasers, assim como pela sua capacidade de transformar mobílias e peças inovadoras em artigos de vestuário, Hussein Chalayan ganha agora um espaço de destaque em Londres, dedicado à sua obra criada entre 1994 e 2009. Entre os trabalhos de maior destaque do designer de origem turca, encontra-se o vestido “Airborne”, construído com 15 mil mini-lâmpadas; o vestido “Before Minus Now”, confeccionado com materiais de construção de aviões e que muda de forma por controlo remoto; o vestido “Readings” produzido com 200 lasers que se movimentam com efeito pirotécnico; e ainda o vestido “Afterwords”, criado a partir de uma mobília e com o objectivo de ser usado como traje. (…)"

Confira o vídeo de uma das peças mais famosas dele, basta clicar aqui!



A arte conceitual e a Moda

Dentro da moda temos vários nomes que vão contra a corrente de tendências e pensam primeiramente na ideia, primam um conceito. E assim sempre surpreendem, usam a roupa como suporte para reflexão, reutilizam de outros elementos, e por ai vai. Um desse exemplos é Martin Margiela. Basta lembrar de suas ombreiras, seus óculos futuristas e seus vestidos de cabelo.



domingo, 21 de junho de 2009

Graffiti e a moda

Os graffiti sai das ruas e invade as passarelas mais famosas como da Louis Vuitton no exterior e da Maria Bonita Extra aqui no Brasil. Reparem na idea da arte de rua ganhando glamour, com cores fortes e a tinta do spray escorrendo.





Graffiti

Grafite ou grafito (do italiano graffiti, plural de graffito) é o nome dado às inscrições feitas em paredes, desde o Império Romano. Considera-se grafite uma inscrição caligrafada ou um desenho pintado ou gravado sobre um suporte que não é normalmente previsto para esta finalidade, porém com autorização do proprietário.

Por muito tempo visto como um assunto irrelevante ou mera contravenção, atualmente o grafite já é considerado como forma de expressão incluída no âmbito das artes visuais, [1] mais especificamente, da street art ou arte urbana - em que o artista aproveita os espaços públicos, criando uma linguagem intencional para interferir na cidade. Entretanto ainda há quem não concorde, equiparando o valor artístico do grafite ao da pichação, que é bem mais controverso. [2]

Normalmente distingue-se o grafite, de elaboração mais complexa, da simples pichação, quase sempre considerada como contravenção. No entanto, muitos grafiteiros respeitáveis, como Osgemeos, autores de importantes trabalhos em várias paredes do mundo - aí incluída a grande fachada da Tate Modern de Londres[3] - admitem ter um passado de pichadores.

A partir do movimento contracultural de maio de 1968, quando os muros de Paris foram suporte para inscrições de caráter poético-político, a prática do grafite generalizou-se pelo mundo, em diferentes contextos, tipos e estilos, que vão do simples rabisco ou de tags repetidas ad nauseam, como uma espécie de demarcação de território, até grandes murais executados em espaços especialmente designados para tal, ganhando status de verdadeiras obras de arte. Os grafites podem também estar associados a diferentes movimentos e tribos urbanas, como o hip-hop, e a variados graus de transgressão.

Dentre os grafiteiros, talvez o mais célebre seja Jean-Michel Basquiat, que, no final dos anos 1970, despertou a atenção da imprensa novaiorquina, sobretudo pelas mensagens poéticas que deixava nas paredes dos prédios abandonados de Manhattan.[4] Posteriormente Basquiat ganhou o rótulo de neo-expressionista e foi reconhecido como um dos mais significativos artistas do final do século XX.

Fonte: Wikipedia

As fotos a seguir são do osgemeos, irmãos gêmeos que são mundialmente conhecidos pelo seu trabalho em graffiti iniciado nos anos 80, ajudaram a acabar com a ideia de que graffiti é algo ilegal, fazendo suas obras à luz do dia, ganharam tanto espaço que foram convidados a exporem em galerias de arte.




Arte Conceitual

A arte dos anos 1970 foi marcada por um amplo repertório de experimentações, que tinham em comum o predomínio da valorização da idéia sobre o objeto artístico. Se nas décadas anteriores, os artistas já vinham rompendo com os suportes tradicionais, essa década consagrou como experiências artísticas válidas o corpo em performance e trabalhos produzidos com o auxílio de meios tecnológicos, como o vídeo e o computador. A denominada Arte Conceitual se preocupava em materializar processos decorrentes de uma idéia, utilizando suportes muitas vezes transitórios e reprodutíveis, como fotografias, audiovisuais, xerox, off-sets, postais, entre outros. Diante dessa diversidade de meios, o próprio conceito de arte se amplia, abrangendo, a partir de então, novas linguagens.

A Arte Conceitual teve como inspiração principalmente os ready-mades de Marcel Duchamp, objetos retirados do cotidiano das pessoas, e reapresentados como elementos do processo criativo. Nesse caso, o artista havia privilegiado a idéia, em detrimento do objeto, já que esse podia ser facilmente encontrado na sociedade. Nos anos 60, alguns artistas revitalizaram o pensamento de Duchamp, enfatizando e registrando o processo mental que originava suas próprias obras. Em referência a essa prática, surgiu no interior das vanguardas o termo “arte conceito”, empregado primeiramente pelo músico Henry Flynt, em 1961, ligado às atividades do Grupo Fluxus de Nova Iorque. Em 1969, na Inglaterra, passou a ser publicada a revista Art Language, tendo como subtítulo “revista de arte conceitual”. Essas expressões eram aplicadas aos trabalhos realizados em meios transitórios, de fácil reprodutibilidade, produzidos muitas vezes em grandes quantidades (como foi o caso da arte postal) e que eram distribuídos por um sistema alternativo aos grandes museus e galerias. No entanto, aos poucos, as próprias instituições começaram a se abrir às novas linguagens que se multiplicavam.
No Brasil, a partir dos anos 70, uma grande variedade de métodos artísticos começou a se espalhar no circuito de exposição, como fotografias (que muitas vezes serviam também para registrar meios transitórios, como as performances), xerox, off-sets, vídeos, filmes, livros de artistas, atos performáticos e muitos outros. Os artistas passaram também a exigir uma maior interação e participação do público, que deixava de ser apenas um expectador para interagir com as obras. Mesmo as instituições como os museus e galerias, tradicionalmente mais conservadores, tiveram que se abrir para as novas linguagens que se multiplicavam. O Museu de Arte Contemporânea da USP, MAC-USP se constituiu, nessa época, como um pólo aberto e incentivador dos artistas conceituais e multimídias, criando um núcleo de produção de vídeos e organizando exposições de arte postal e outros meios. Neste sentido a arte conceitual é altamente envolvida com o ideal de humanismo potencializador das percepções do ser humano, como defensora da liberdade de pensar, refletir e operar no campo da arte, visionária de um universalismo planetário.

Ainda ta confuso? Clica aqui e confere um vídeo rápido e que resume bem o movimento!